
CURSO
CONTEMPORARY DANCE - Olga Roriz
Natural de Viana de Castelo. Com 8 anos inicia em Lisboa os seus estudos de dança na Escola do Teatro Nacional de S. Carlos, com Ana Ivanova. Com 19 anos de idade completou o curso de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa.
Em 1975 é convidada a colaborar com o Ballet Gulbenkian, integrando o elenco em 1976, dirigido por Jorge Salavisa. Aí permaneceu até 1992 onde foi primeira bailarina e coreógrafa principal. Como intérprete trabalhou com vários coreógrafos, entre eles destacam-se Lar Lubovitch, Vasco Wallenkamp, Louis Falco, Cristopher Bruce, Jirí Kyliàn, Hans Van Manen, Alvin Nikolais e Karine Saporta.
Olga Roriz iniciou o seu trabalho coreográfico nesta Companhia, para a qual criou mais de 20 obras, algumas das quais de reconhecido sucesso nacional e internacional, tanto pela crítica como pelo público.
As obras que criou para o Ballet Gulbenkian foram: 1978 – “Que loucos que somos! Tu não És?”; 1979 – “Invisíveis Limites”; 1980 – “Duas Vozes”; 1981 – “Abstracções”; 1982 – “Encontros”; 1983 – “Sonatina nº 1” e “Lágrima”; 1984 – “O Livro dos Seres Imaginários” e “Três canções de Nina Hagen”; 1985 – “Terra do Norte”; 1986 – “Espaço Vazio” e “Terra de Ninguém”; 1987 – “Treze Gestos de um Corpo”, “Casta Diva” e “Violoncelo não Acompanhado em Suite de Luxo”; 1988 – “Presley ao Piano”; 1989 – “Traição Opus 27 de Giulieta Guicciardi”; “Isolda” e “Idmen B”; 1990 – “Cavaleiros da Noite”; 1991 – “Duelo”; 1992 – “Passagens”; 2000 – “F.I.M.”.
Em 2005, Olga Roriz celebrou 50 anos de idade, 30 anos de carreira e 10 anos da sua Companhia. Para assinalar estes aniversários a coreógrafa realizou o filme “Felicitações Madame”. Esta incursão no cinema foi continuada com a curta-metragem “A Sesta” integrado na mostra oficial portuguesa na Quadrienal de Praga 2007.
Coreografou ainda para o Dança Grupo, Companhia Nacional de Bailado, Companhia de Dança Contemporânea, Ballet Teatro Guaira (Brasil), Ballets de Monte Carlo, Ballet Nacional de Espanha, English National Ballet, American Reportory Ballet (E.U.A), Maggio Danza e La Scala (Itália).
Criou 6 espectáculos a solo: 1988 – “1988”; 1989 – “Jardim de Inverno”; 1990 – “In-fracções” e “Situações Goldberg”, “Casta Diva” (versão para televisão); 2000 – “Os Olhos de Gulay Cabbar”.
Tem trabalhado regularmente em Ópera e Teatro com os seguintes encenadores: Ricardo Pais (“Teatro de enormidades apenas críveis à luz eléctrica” e “Amor de Perdição”), João Perry (“Horácios e Coreácios”), João Lourenço (“Tu e Eu”, “Romeu e Julieta” e “A Ópera dos Três Vinténs”), Carlos Avilez (“Hamlet”, “Ricardo II”, “O Crime da Aldeia Velha” e “Maçon”), Claude Lulé (“Cristoph Colomb”), Sílvio Porcaretti (“A Tempestade”), Adriano Luz (“Edmund”), Manuel Coelho (“O Poder da Górgone”), João Brites (“Merlim” e “O Alma Grande”), Paulo Filipe Monteiro(“Abaixo da cintura”), Carlos Gomes (“Escadas tortas sem corrimão”) e António Feio (“Ana & Hanna”).
De Maio de 1993 a Outubro de 1994 foi Directora Artística da Companhia de Dança de Lisboa, onde criou: “Cenas de Caça”; “Introdução ao Princípio das Coisas”; “Finis Terra” e “Cold Hands”.
Em 1997 encenou para o Teatro Nacional de S. Carlos a Ópera Perséphone de Igor Stravinski e em 1999 a peça “Crimes Exemplares” de Max Aub para o Teatro Plástico.
Em Fevereiro de 1995 fundou a Companhia Olga Roriz para a qual criou: 1996 - “Propriedade Privada”; 1997 – “Cenas de Caça II” e “Start and Stop Again”; 1998 - “Anjos, Arcanjos, Serafins, Querobins… e Potestades” e “Propriedade Pública”; 2000 -“Os Olhos de Gulay Cabbar”; 2001 - “Código MD8”; 2002 - “Não destruam os Mal-me-queres”; 2003 - “Jump-Up-and-Kiss-me”; 2004 - “Confidencial”; 2005 – “Felicitações Madame “ Partes I, II, III e “O Amor ao canto do bar vestido de negro”; 2006 – “Daqui em Diante”; 2007 – “Paraíso”; 2008 – “Inferno”.
A sua Companhia apresentou-se já na Alemanha, Itália, Polónia, Brasil, França e E.U.A.
Em 2002, pelo 25º aniversário da carreira da coreógrafa o realizador Rui Simões produziu em vídeo uma colecção dos seus últimos 10 anos de trabalho.
Desde 1983 que lhe são atribuídos prémios pelas suas coreografias em Portugal e no estrangeiro. Em 1987 recebeu o 1º Prémio Coreográfico no Concurso de Dança de Osaka (Japão); em 1991 foi distinguida pela peça “The seven silences of Salome” com o prémio - The Best Choreography of the year da Revista Londrina “Time Out”; em 1994 com o 2º prémio no Suzanne Dellal International Dance Competition em Tel Aviv (Israel); em 2003 recebeu o Prémio Almada atribuído pelo Instituto das Artes pela sua 50ª coreografia “Pedro e Inês” para a Companhia Nacional de Bailado. Ainda em 2003 foi condecorada pelo mérito cultural da sua carreira pela Presidência da República com a Ordem do Infante – Grande Oficial. Em 2008 recebeu o Grande prémio da Sociedade Portuguesa de Autores – Millenium BCP.
Como professora, leccionou vários seminários de improvisação, composição e técnicas contemporâneas no Conservatório Nacional de Dança e na Escola Superior de Dança.
Internacionalmente os seus trabalhos foram apresentados em: 1983 – Londres; 1984 – Berlim, Bona, Wiesbaden, Paris; 1985 – Varsóvia, Taormina; 1986 – Dakar, Cidade da Praia (Cabo Verde); 1987 – São Paulo, Rio de Janeiro, Turim, 1989 – Cairo, Cannes, Novi Sad, Zagreb, Belgrado, Lubliana, Aix-en-Provence, Casablanca (Marrocos); 1990 – Lausanne; 1991 – Luxemburgo, Bruxelas; 1992 – Sevilha, Madrid; 1997 – Nova York.